
Muito se fala sobre distinção entre o Líder e o Chefe, atribuindo-se humanidade ao primeiro e vilania ao segundo, o que me parece uma visão superficial e até ignorante, mas voltada ao ganho de audiência de venda livros com pouco conteúdo relevante e muito alarde na lógica dos modismos em gestão.
De fato não se pode construir uma boa e produtiva relação na gestão de pessoas com atitudes desrespeitosas como assédio moral ou mesmo com autoritarismo desmedido, isso é fruto, literalmente, de incompetência emocional por parte do responsável pela equipe ou setor.
Todavia, não existe gestão de pessoas sem autoridade, sem senso de hierarquia, e essa postura passa longe do autoritarismo supracitado no parágrafo anterior. O que existe efetivamente é a consciência de que tarefas existem para a consecução de objetivos e que estes estão atrelados a metas temporais, ou seja, estamos falando de autocracia.
Por outro lado, o gestor com visão sistêmica trás consigo a habilidade da direção, ou seja, a percepção de que a melhor relação de confiança se constrói com uma comunicação assertiva e customizada perante os perfis de comportamento de cada grupo ou membro do time, dessa forma sempre deve haver o timming para a democracia, oportunidade na qual ideias são trocadas, aprendizado construído e evolução instalada.
A liderança é sempre um processo situacional e o feeling do gestor fará a diferença, juntamente com a maturidade do grupo na busca do equilíbrio entre objetivos da empresa em conjunto com os individuais. O melhor dos líderes tem muita satisfação em despertar os talentos de seu time pois sabe que isso gera crescimento conjunto.
Por Gustavo Aragão em 18/08/23, às 08:30.