O Papel da Inteligência Emocional no Exercício da Liderança

É sabido que entre os modelos autocrático e democrático em referência à prática de liderar, ora um se aplica com maior eficácia, ora caberá o outro ser adotado, apontando que de fato, a liderança é situacional e, por sua vez, o bom líder (se é que podemos estipular esse estereótipo) será àquele que inferir melhor sobre esse timming entre as pressões do ambiente competitivo e da cultura organizacional, frente às características de perfil dos liderados, das equipes que essencialmente precisam COLABORAR para a operação responder com qualidade os estímulos que recebe.

Partindo desse pressuposto têm-se que dentre as habilidades humanas requeridas para o exercício da gestão de pessoas, a fundamental está centrada no contexto da inteligência emocional, ou seja, na capacidade de seguir um trajeto que vai da autoconsciência, passando pela consciência social, até chegar na autogestão culminando na excelência de gerir com qualidade e foco, relações nas várias esferas que compõem a existência em si.

Explicando melhor cada “fase” supracitada e destacando que são conceitos extraídos dos escritos de Daniel Goleman, a fase a autoconsciência diz respeito ao conhecimento emocional que o indivíduo tem de si próprio, quais são, efetivamente, as suas manifestações comportamentais frente a determinados estímulos, assim como quais são as posturas atitudinais proativas, sempre no âmbito das emoções. A segunda fase, por sua vez, diz respeito a consciência social, na qual percebemos o papel de influência que exercemos sobre o nosso entorno, que estímulos geramos nas pessoas, que frustrações construímos, enfim, no mesmo modo, percebesse o que o ambiente faz conosco, que comportamentos são deflagrados em nós, a partir dos estímulos externos, sejam de pessoas, sejam de situações.

Por fim, olhando para as outras duas fases da inteligência emocional, chegamos na autogestão, que se traduz na capacidade de autocontrole, de otimizar os comportamentos que são producentes aos nossos objetivos e minimizar ou até mesmo excluir àqueles que nos atrapalham, provendo essa fase uma demanda de muito exercício e autoconhecimento, na intenção de abandonar estruturas mentais previas e muitas vezes arraigadas, substituindo-as por novas visões que culminem em ações práticas. De posse dessa habilidade, a gestão das relações, como última fase transmutada da I.E. é aquela em que se lê um cenário no qual exercemos o controle sobre as situações, pode-se dizer até sobre as pessoas mesmo, ou seja, construímos o engajamento com nossas linhas de visão através de estratégias de persuasão, esperasse, éticas, em prol de determinado objetivo.

Nesse sentido, e fechando esse breve artigo, fica bastante clara a importância destas fases da I.E. na condução de uma equipe, concorda? Sobretudo no contexto da constante busca por performances humanas ou orgânicas melhores, sem perda da qualidade de vida na ambiência laboral, mas com foco em resultados em prol da geração de riqueza na maior verticalidade desse conceito, ou seja, indo além do faturamento em si.

Por Gustavo Aragão, em 10/06/22.

Compartilhe:
plugins premium WordPress