O ato de abrir um CNPJ não deve ser associado diretamente a uma ação empreendedora, ou vinculada a um perfil empreendedor, assim como, ser empreendedor não obriga ninguém a ser empresário. O indivíduo pode ser um servidor público empreendedor, um atleta empreendedor, um funcionário privado empreendedor.
Empreender é antes de tudo uma atitude que está ligada ao desejo de mudança e a capacidade de desprender para reaprender, e isso é a verdadeira base para a criação de inovação, ou seja, transformação sempre será a consequência de um projeto empreendedor, de uma ação empreendedora. Se você conhece um empresário que sempre fez e faz tudo da mesma forma e que encontrou uma zona de conforto que o limita no sentido da mudança, da evolução, ele, definitivamente, não é empreendedor.
Outro ponto importante é o fato de nem sempre esse contexto é “culpa” do empresário, o sistema pode limitá-lo fortemente, e quando me refiro a sistema, falo de toda a bagatela de obrigações da pressão operacional pra se ter um negócio em nosso país. Mas será que ele pode sair dessa situação? Será que haveria um caminho de formação empreendedora ou é algo que, se não for nato, não existe?
É sabido que várias escolas formam o empreendedor, plantando nele uma semente de impetuosidade que não se distancia da capacidade técnica para gerir, mas cria um nível de consciência no qual a centralização de demandas dá lugar a necessidade de estar num habitat multidisciplinar e de colaboração, e ai é que está a grande chave de crescimento, pois a geração de valor sempre será coletiva. Não adianta ter ideias e não saber como materializar de forma sustentável e, por sua vez, inteligente, contingencial. Não existe modelo “Canvas” que ande sozinho, é preciso plano de negócios. Não existe “timming startup” sem antevisão de planejamento com execução tecnicamente qualitativa.
Fica a dica!
por Gustavo Aragão, em 30/11 às 11:00