A Prostituição do Coaching, por Gustavo Aragão

No âmbito geral a palavra “Coaching” entrou no hall de motes nos shows de standup comedy  e não se pode negar que não faltam motivos para essa realidade, infelizmente, estrutural na íindole do “jeitinho brasileiro” de buscar fazer as coisas nos saltos, ou seja, pulando etapas, na lógica de ganho fácil a partir de um esforço mínimo, independente das questões éticas envolvidas.

Não sei se você sabe disso, mas existe um código de conduta para esta atuação profissional, vigora há mais de 20 anos nos EUA, berço fundamenta da origem desta atuação, federalizada, vale salientar, as terras do tio Sam. Pois bem, aqui, o que temos visto é a emissão de verdadeiros circos de horrores, já que ao se assistir estes vídeos “palestrais” compartilhados por um “n” número de “instituições” formadoras de coachs, a vontade inicial é de rir, e muito, dado o quão ridículo se chega o estado das pessoas no contexto atual.

Mas e para quem buscou investir no intuito de cumprir a missão desta área, na qual d aplicam ferramentas de melhoria de performance para a propulsão do autoconhecimento em prol do alcance de objetivos diversos, sejam eles, profissionais, empresariais e pessoais? Bem, ai a vontade não é de rir, mas de chorar, ou, aplicando a inteligência emocional, processar tais instituições e profissionais que se aproveitam das necessidades alheias, das carências existenciais e até de momentos de fragilidade emocional de tantos e tantos, para aplicar verdadeiros golpes nos quais a ética e o respeito a profissão e as pessoas, inexiste. Uma vergonha completa.

Hoje, parece existir “coach”pra tudo: de sexo à maquiagem, de perda  de peso a um corrida maratonal, enfim, a oferta está ai, descarada e decadente, desafiadora da inteligência coletiva e um verdadeiro e grave insulto à todos os profissioinais que compreendem verdadeiramente o que significa ser um Coach.

Ficam minhas recomendações:

– exija a apresentação de um código de conduta;

– observe a que instituição o dito coach se vincula, onde foi formado e se foi?

– peça referências e referências das referências;

– fuja de discursos motivacionais no estilo “todos os seus problemas estão solucionados”;

– denuncie a conselhos de classe nas áreas de psicologia, no ministério público se for o caso.

O Coach é um profissional que, antes de tudo, gosta de pessoas e se qualifica em entidades sérias, com cargas-horárias superiores a 120 horas em sua formação, que atendem sob supervisão e sem cobrar tão logo são formados,  pelo menos por 12 meses. Não há mistério, apenas deve haver seriedade e sobriedade, respeito e conhecimento.

Gustavo Aragão, Administrador, Professor, CEO da GlobalPlanning, COACH.

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